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Doenças Hepáticas: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento | Recife

O fígado é um órgão vital responsável por mais de 500 funções no organismo. Doenças hepáticas podem se desenvolver silenciosamente e comprometer seriamente a saúde. Neste guia completo, você vai entender os principais sinais de alerta, como é feito o diagnóstico correto e quais tratamentos estão disponíveis para cuidar da saúde do seu fígado.

HepatologiaAtualizado em Revisão: Dra. Jane Erika Frazão Okazaki

O Que São Doenças Hepáticas e Por Que Merecem Atenção

Doenças hepáticas são todas as condições que afetam o fígado, órgão localizado na parte superior do lado direito do abdômen. O fígado exerce funções essenciais para o organismo, incluindo a produção de bile, o metabolismo e armazenamento de nutrientes, a desintoxicação do sangue, o processamento de medicamentos e hormônios, a produção de proteínas como albumina e fatores de coagulação, além de participar da defesa imunológica.

O fígado possui elevada capacidade de regeneração e grande reserva funcional, o que permite que diversas hepatopatias evoluam de forma silenciosa por anos, sem manifestações clínicas evidentes. Por esse motivo, quando os sinais e sintomas parecem, a doença muitas vezes já se encontra em estágio avançado, tornando o tratamento mais complexo e com maior risco de complicações.

Entre as condições mais comuns estão as doenças metabólicas (como a gordura no fígado ou esteatose hepática), hepatites virais e autoimunes, cirrose, esquistossomose hepatoesplênica e hepatopatia alcoólica. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações graves como insuficiência hepática e câncer de fígado.

A hepatologia é a especialidade médica dedicada ao estudo, diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o fígado, vias biliares e pâncreas.

Dados epidemiológicos mostram que as doenças hepáticas estão aumentando em todo o mundo, principalmente devido ao crescimento da obesidade e do diabetes. No Brasil, estima-se que cerca de 30% da população adulta tenha algum grau de esteatose hepática, muitas vezes sem saber.

Principais Sintomas das Doenças do Fígado

Os sintomas de doenças hepáticas podem variar conforme a condição específica e o estágio da doença. Muitas pessoas nas fases iniciais não apresentam nenhum sintoma, o que torna os exames de rotina e o acompanhamento médico ainda mais importantes.

Sintomas Iniciais e Inespecíficos

Nas fases iniciais, as doenças hepáticas frequentemente se manifestam com sintomas vagos que podem ser confundidos com outras condições:

  • Fadiga persistente e cansaço excessivo mesmo após repouso adequado
  • Desconforto ou sensação de peso no lado direito superior do abdômen
  • Perda de apetite e náuseas ocasionais, em especial se pós alimentares
  • Dificuldade de concentração e alterações no humor
  • Perda de peso sem causa aparente
  • Sensação de mal-estar geral
  • Alterações do ciclo sono-vigília e da orientação

Sintomas Mais Específicos e Avançados

À medida que a doença hepática progride, sintomas mais característicos podem surgir:

  • Icterícia: coloração amarelada da pele e da parte branca dos olhos, causada pelo acúmulo de bilirrubina
  • Urina escura, com coloração semelhante a refrigerante de cola
  • Fezes claras ou esbranquiçadas
  • Coceira intensa na pele (prurido) sem lesões aparentes
  • Inchaço abdominal (ascite) devido ao acúmulo de líquido
  • Inchaço nas pernas e tornozelos (edema)
  • Hematomas que aparecem com facilidade e sangramentos
  • Presença de vasinhos na pele (aranhas vasculares)

Se você apresentar icterícia, confusão mental, sangramento digestivo ou inchaço abdominal importante, procure atendimento médico imediatamente. Estes podem ser sinais de complicações graves.

É importante ressaltar que a presença de um ou mais destes sintomas não significa necessariamente que você tem uma doença hepática grave, mas justifica a avaliação médica para investigação adequada.

Os exames laboratoriais ajudam a identificar possíveis alterações no fígado. Alguns exames, como TGO e TGP, podem indicar inflamação ou lesão nas células do fígado. Outros, como GGT, fosfatase alcalina e bilirrubina, podem sugerir dificuldade na circulação ou eliminação da bile. Já exames como albumina, coagulação e plaquetas ajudam a avaliar se o fígado está conseguindo realizar bem suas funções.

É importante destacar que um exame alterado, isoladamente, nem sempre significa uma doença grave. A interpretação deve ser feita por um profissional de saúde, considerando o conjunto dos exames e a história clínica da pessoa.

Principais Doenças Hepáticas e Suas Características

Existem diversas condições que podem afetar o fígado, cada uma com características específicas, fatores de risco e abordagens terapêuticas distintas.

Esteatose Hepática (Gordura no Fígado)

A esteatose hepática, popularmente conhecida como gordura no fígado, ocorre quando há acúmulo excessivo de gordura nas células hepáticas. Era classificada em esteatose hepática alcoólica (relacionada ao consumo de álcool) e esteatose hepática não alcoólica (associada a obesidade, diabetes, colesterol alto e síndrome metabólica). Essa nomenclatura, no entanto, foi modificada.

Atualmente, utiliza-se o termo mais amplo doença hepática esteatótica — do inglês Steatotic Liver Disease (SLD) — para englobar as condições associadas ao acúmulo de gordura no fígado.

Dentro desse grupo, estão incluídas diferentes situações, como:

  • Doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, conhecida pela sigla MASLD: geralmente relacionada a obesidade, diabetes, resistência à insulina, colesterol ou triglicerídeos elevados e síndrome metabólica.
  • Esteato-hepatite associada à disfunção metabólica, chamada de MASH: forma em que, além da gordura no fígado, há inflamação e lesão das células hepáticas.
  • Doença hepática associada ao álcool, ou ALD: relacionada ao consumo significativo de bebidas alcoólicas.
  • MetALD: termo usado quando há associação entre fatores metabólicos e consumo de álcool em níveis relevantes.

Embora muitas pessoas usem o termo "esteatose hepática" de forma geral, a nomenclatura atual busca identificar melhor a causa principal da gordura no fígado e orientar de forma mais adequada a investigação, o acompanhamento e o tratamento.

A maioria dos pacientes com esteatose não apresenta sintomas nas fases iniciais. A condição é frequentemente descoberta em exames de rotina como ultrassonografia abdominal. Quando não tratada adequadamente, a esteatose pode evoluir para esteato-hepatite (inflamação associada à gordura), fibrose e até mesmo cirrose.

Quando identificado que há gordura no fígado é importante consulta especializada para avaliar exames mais aprofundados que conseguem determinar melhor se há fibrose ou impacto na função e para instituir o tratamento adequado, de forma a evitar progressão da doença.

Hepatites Virais

As hepatites virais são infecções causadas por vírus que têm tropismo pelo fígado. Os tipos mais comuns são hepatite A, B, C, D e E. As hepatites B e C são as de maior preocupação, pois podem se tornar crônicas e levar a cirrose e câncer de fígado.

A hepatite A e E geralmente são agudas e autolimitadas, transmitidas por água e alimentos contaminados. Existem vacinas eficazes contra hepatite A e B.

Já as hepatites B, C e D são transmitidas por sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas ou de mãe para filho durante o parto.

O tratamento das hepatites B e C depende do tipo de vírus, da fase da infecção e do grau de comprometimento do fígado.

Na hepatite B, nem todas as pessoas precisam iniciar medicação imediatamente; algumas precisam apenas de acompanhamento regular com exames de sangue e avaliação do fígado. Quando o tratamento é indicado, são usados medicamentos antivirais que ajudam a controlar a multiplicação do vírus e reduzem o risco de cirrose e câncer de fígado.

Já a hepatite C tem tratamento com antivirais de ação direta, com alta chance de cura.

Em ambos os casos, é fundamental o acompanhamento médico, evitar álcool, revisar o uso de medicamentos que possam agredir o fígado e manter a vacinação adequada, especialmente contra hepatite A e B, quando indicadas.

Cirrose Hepática

A cirrose representa o estágio final de diversas doenças hepáticas crônicas, caracterizada pela substituição do tecido hepático normal por tecido cicatricial (fibrose avançada). Este processo compromete progressivamente as funções do fígado e altera a circulação sanguínea no órgão.

As principais causas de cirrose no Brasil são o consumo excessivo de álcool, hepatites virais crônicas (especialmente hepatite C) e esteatose hepática não alcoólica. A cirrose pode levar a complicações graves como ascite, hemorragias digestivas, encefalopatia hepática e aumento do risco de câncer de fígado.

Hepatites Autoimunes

A hepatite autoimune ocorre quando o sistema imunológico ataca erroneamente as células do fígado, causando inflamação crônica. É mais comum em mulheres e pode apresentar sintomas variados ou ser descoberta apenas em exames de rotina.

Esquistossomose hepatoesplênica

A esquistossomose hepatoesplênica é uma forma mais avançada da esquistossomose, doença causada pelo parasita Schistosoma mansoni, que pode acometer o fígado e o baço. Ela geralmente ocorre após anos de infecção não tratada ou repetidas exposições em áreas onde a doença é comum. Nessa forma, o parasita provoca alterações na circulação do fígado, levando à hipertensão portal, que é o aumento da pressão nos vasos que levam sangue ao fígado. Como consequência, podem surgir aumento do baço, queda das plaquetas e formação de varizes no esôfago ou no estômago, que podem sangrar.

Apesar de muitas pessoas permanecerem sem sintomas por longo tempo, o diagnóstico e o acompanhamento médico são fundamentais para prevenir complicações, avaliar a necessidade de tratamento antiparasitário e monitorar sinais de doença hepática avançada.

Outras doenças tratadas pelo hepatologista

Outras condições incluem colangite biliar primária, colangite esclerosante primária, hemocromatose (acúmulo excessivo de ferro), doença de Wilson (acúmulo de cobre) e deficiência de alfa-1 antitripsina. Cada uma requer diagnóstico específico e tratamento direcionado.

Algumas doenças do pâncreas também podem ser acompanhadas por hepatologistas, especialmente quando estão relacionadas às vias biliares, ao fígado ou ao sistema digestivo como um todo. Entre elas estão a pancreatite aguda, a pancreatite crônica, os cistos pancreáticos, alterações dos ductos biliares e pancreáticos, além de situações em que há suspeita de tumores ou lesões no pâncreas.

Para mais informações sobre o acompanhamento especializado em doenças do fígado, visite nossa página de

hepatologia

Como é Feito o Diagnóstico das Doenças Hepáticas

O diagnóstico correto de doenças hepáticas envolve uma combinação de avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais, métodos de imagem e, quando necessário, procedimentos invasivos como a biópsia hepática.

Avaliação Clínica e História Médica

A consulta médica inicia com uma anamnese completa, onde o médico investiga sintomas atuais, histórico familiar de doenças hepáticas, uso de medicamentos, consumo de álcool, exposição a substâncias tóxicas, doenças prévias e fatores de risco como obesidade e diabetes.

O exame físico permite identificar sinais de doença hepática como icterícia, aumento do fígado (hepatomegalia), aumento do baço (esplenomegalia), ascite, aranhas vasculares e alterações na palma das mãos (eritema palmar). Estes achados orientam a investigação subsequente.

Exames Laboratoriais

Os exames de sangue são fundamentais na avaliação hepática e incluem:

  • Transaminases (ALT e AST): enzimas que aumentam quando há lesão das células hepáticas
  • Fosfatase alcalina e GGT: elevadas em doenças das vias biliares
  • Bilirrubinas: aumentam na icterícia, indicando problemas na eliminação ou produção excessiva
  • Albumina: proteína produzida pelo fígado; níveis baixos indicam função hepática comprometida
  • Tempo de protrombina (TAP/INR): avalia a capacidade de coagulação
  • Sorologias para hepatites virais
  • Marcadores de autoimunidade (anticorpos específicos)
  • Perfil metabólico incluindo glicemia, colesterol e triglicerídeos

Exames de Imagem

A ultrassonografia abdominal é geralmente o primeiro exame de imagem solicitado. É um método não invasivo, acessível e eficaz para avaliar o tamanho do fígado, detectar gordura hepática, identificar nódulos, avaliar o baço e verificar a presença de ascite.

Outros exames de imagem incluem tomografia computadorizada e ressonância magnética, que fornecem detalhes mais precisos sobre lesões hepáticas, avaliação de circulação e caracterização de nódulos. A elastografia hepática (FibroScan) é um método não invasivo que avalia o grau de fibrose do fígado.

Biópsia Hepática

A biópsia hepática, quando necessária, consiste na retirada de um pequeno fragmento de tecido do fígado para análise microscópica. Este procedimento é indicado quando outros exames não conseguem definir o diagnóstico ou quando é necessário avaliar a gravidade da doença e o grau de fibrose.

A biópsia pode ser realizada por via percutânea (através da pele), guiada por ultrassonografia, ou por via transvenosa em casos selecionados. É um procedimento seguro quando bem indicado e realizado por profissionais experientes e com as precauções adequadas.

O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento em fases iniciais da doença, quando as chances de controle e reversão são maiores.

Opções de Tratamento para Doenças Hepáticas

O tratamento das doenças hepáticas varia conforme a causa, o estágio da doença e as características individuais de cada paciente. O objetivo é controlar a progressão, tratar as causas subjacentes, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

Mudanças no Estilo de Vida

Para muitas doenças hepáticas, especialmente a esteatose hepática não alcoólica, as modificações no estilo de vida são a base do tratamento. A perda de peso gradual em pacientes com sobrepeso ou obesidade pode reduzir significativamente a gordura hepática e a inflamação.

Uma dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras, associada à prática regular de atividade física (pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos moderados), é fundamental. A abstinência completa de álcool é essencial em casos de hepatopatia alcoólica e altamente recomendada em outras doenças hepáticas.

Tratamento Medicamentoso

O tratamento farmacológico depende da doença específica. Para hepatites virais crônicas, existem antivirais de alta eficácia. A hepatite C, por exemplo, pode ser curada em mais de 95% dos casos com tratamentos que duram de 8 a 12 semanas, usando medicamentos antivirais de ação direta.

Na hepatite B crônica, medicamentos antivirais podem suprimir o vírus e prevenir a progressão para cirrose. Doenças autoimunes do fígado são tratadas com imunossupressores.

Para controle de complicações da cirrose, podem ser necessários diuréticos (para ascite), betabloqueadores (para prevenir sangramento de varizes esofágicas) e lactulose (para encefalopatia hepática). O tratamento de doenças metabólicas como hemocromatose envolve flebotomias regulares para reduzir o ferro, enquanto a doença de Wilson requer quelantes de cobre.

Procedimentos e Cirurgia

Alguns procedimentos podem ser necessários no manejo de complicações. A ligadura elástica de varizes esofágicas é realizada por endoscopia digestiva alta para prevenir ou tratar sangramentos. A paracentese de alívio remove líquido ascítico quando há desconforto importante.

Em casos de câncer de fígado pequeno, podem ser realizados procedimentos como ablação por radiofrequência ou quimioembolização transarterial. O transplante hepático é a opção terapêutica para pacientes com cirrose descompensada, insuficiência hepática aguda grave ou alguns casos selecionados de câncer de fígado.

Acompanhamento e Monitoramento

O acompanhamento regular com hepatologista é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, ajustar medicações, detectar complicações precocemente e rastrear câncer de fígado em pacientes de risco. A periodicidade das consultas e exames varia conforme a doença e o estágio.

Pacientes com cirrose devem realizar endoscopia digestiva alta periodicamente para rastreamento de varizes esofágicas e exames de imagem com ultrassonografia para detecção precoce de câncer de fígado. O controle rigoroso de doenças associadas como diabetes e hipertensão também faz parte do manejo integral.

Nunca interrompa medicamentos prescritos sem orientação médica. Alguns tratamentos para doenças hepáticas requerem uso contínuo e prolongado para controle adequado.

Prevenção e Cuidados com a Saúde do Fígado

A prevenção de doenças hepáticas envolve medidas simples que podem ser incorporadas no dia a dia e têm impacto significativo na saúde do fígado a longo prazo.

Vacinação e Prevenção de Infecções

A vacinação contra hepatite A e B é altamente eficaz e deve ser realizada conforme o calendário vacinal. A vacina contra hepatite B está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para todas as faixas etárias. Não existe vacina para hepatite C, mas a prevenção se faz evitando exposição a sangue contaminado.

Medidas preventivas incluem não compartilhar objetos cortantes (lâminas de barbear, alicates de unha, escovas de dente), usar preservativo nas relações sexuais, garantir esterilização adequada de materiais em procedimentos médicos, odontológicos e estéticos, e evitar compartilhamento de agulhas e seringas.

Hábitos Alimentares e Peso Saudável

Manter uma alimentação equilibrada e peso adequado são fundamentais para a saúde hepática. Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, gorduras saturadas, açúcares refinados e frituras. Priorize alimentos naturais, ricos em fibras, antioxidantes e gorduras saudáveis.

O consumo de álcool deve ser moderado ou, idealmente, evitado. Não existe dose considerada segura para o consumo de álcool. Para quem escolhe consumir, as recomendações são de até uma dose diária para mulheres e até duas doses diárias para homens, sendo uma dose equivalente a 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado. Pessoas com qualquer doença hepática devem evitar completamente o álcool.

Uso Consciente de Medicamentos

Muitos medicamentos são metabolizados pelo fígado e podem causar lesão hepática quando usados de forma inadequada. Nunca utilize medicamentos sem prescrição ou orientação médica. Informe sempre todos os medicamentos que está usando, incluindo fitoterápicos e suplementos, pois interações podem ocorrer.

Medicamentos como paracetamol, quando usados em doses excessivas ou associados ao álcool, podem causar lesão hepática grave. Suplementos para emagrecimento, ganho de massa muscular e alguns produtos naturais também podem ser hepatotóxicos. Sempre consulte um médico antes de iniciar qualquer suplementação.

Atividade Física Regular

A prática regular de exercícios físicos contribui para manter o peso adequado, melhorar o metabolismo da glicose e das gorduras, reduzir a resistência insulínica e diminuir a gordura hepática. Atividades aeróbicas como caminhada, corrida, natação e ciclismo, associadas a exercícios de fortalecimento muscular, são recomendadas.

Check-ups Regulares

Exames de rotina permitem identificar alterações hepáticas precocemente. Pessoas com fatores de risco (obesidade, diabetes, histórico familiar, uso de medicamentos hepatotóxicos, consumo de álcool) devem realizar avaliação médica e exames laboratoriais periodicamente, mesmo na ausência de sintomas.

A prevenção e o diagnóstico precoce são os melhores aliados na proteção da saúde hepática. Pequenas mudanças nos hábitos diários podem fazer grande diferença.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre doenças hepáticas

  • Os primeiros sinais de problemas no fígado geralmente são inespecíficos e podem incluir fadiga persistente, desconforto no lado direito superior do abdômen, perda de apetite, náuseas e sensação de cansaço mesmo após repouso adequado. Em muitos casos, as doenças hepáticas iniciais são assintomáticas e descobertas apenas em exames de rotina. Sintomas mais específicos como icterícia (coloração amarelada da pele e olhos), urina escura, coceira intensa e inchaço abdominal geralmente aparecem em fases mais avançadas. Por isso, é importante realizar check-ups regulares, especialmente se você tem fatores de risco como obesidade, diabetes ou histórico familiar de doenças hepáticas.

Responsável técnico: Dr. Ossamu Okazaki · CRM-PE 19246 · RQE 8449

Conteúdo informativo em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não substitui consulta médica ou exames.

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