CONSULTA · HEPATOLOGIA

Hepatologista em Recife: cuidado especializado para doenças do fígado

A hepatologia é a subespecialidade da gastroenterologia dedicada ao fígado, vesícula e vias biliares. Na Clínica Okazaki, oferecemos consultas para investigação de alterações em exames hepáticos, acompanhamento de hepatites, esteatose e outras doenças do fígado, com possibilidade de investigação integrada via endoscopia e exames de imagem.

O que faz o hepatologista

O hepatologista é o médico subespecialista em doenças do fígado, vesícula biliar e vias biliares. É um ramo da gastroenterologia, com formação adicional específica. Trata tanto doenças hepáticas agudas (hepatites virais, hepatite medicamentosa) quanto crônicas (esteatose hepática, hepatites crônicas B e C, cirrose, doenças autoimunes do fígado).

O fígado é um dos órgãos mais complexos do corpo humano. Ele participa de:

Por ser um órgão silencioso — raramente dói mesmo quando doente — muitas doenças hepáticas evoluem por anos sem sintomas. Por isso o acompanhamento com hepatologista é tão importante quando há fatores de risco ou alterações em exames de rotina.

  • Metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras
  • Detoxificação de substâncias — álcool, medicamentos, toxinas
  • Síntese de proteínas essenciais (albumina, fatores de coagulação)
  • Produção de bile para digestão de gorduras
  • Armazenamento de vitaminas, ferro e glicogênio
  • Função imunológica

Quando procurar um hepatologista

Os cenários mais comuns que levam à consulta em hepatologia são:

Agende consulta com nossa equipe de hepatologia para investigação adequada.

  • Transaminases (AST/TGO, ALT/TGP) elevadas — principal motivo de encaminhamento
  • Fosfatase alcalina ou GGT alteradas
  • Bilirrubinas elevadas
  • Plaquetas baixas sem causa identificada (pode indicar cirrose em fase avançada)
  • Alterações em ultrassom abdominal: esteatose, nódulos, fígado aumentado
  • Icterícia — pele e olhos amarelados

Esteatose hepática: a doença do fígado mais comum hoje

A esteatose hepática não alcoólica (NAFLD/MASLD) é hoje a principal causa de doença hepática crônica no Brasil e no mundo. Afeta cerca de 25-30% da população adulta e está intimamente ligada à epidemia de obesidade, diabetes tipo 2 e síndrome metabólica.

Acúmulo anormal de gordura nas células do fígado (hepatócitos) em pessoas que consomem pouco ou nenhum álcool. Pode ser:

O tratamento da esteatose é multifatorial:

  • Esteatose simples: apenas gordura, sem inflamação. Prognóstico mais benigno.
  • Esteato-hepatite (NASH): gordura + inflamação + lesão das células. Forma mais agressiva, pode progredir para fibrose e cirrose.
  • Obesidade (principalmente abdominal)
  • Diabetes tipo 2 e resistência à insulina
  • Dislipidemia (colesterol e triglicerídeos altos)
  • Síndrome metabólica

Hepatites virais

Transmitida por água e alimentos contaminados. Curso geralmente agudo e autolimitado. Prevenção é feita por vacinação (disponível no SUS para crianças) e medidas de higiene.

Transmitida por sangue, relações sexuais desprotegidas e de mãe para filho. Pode ser aguda (autolimitada) ou crônica (persistente por mais de 6 meses). A infecção crônica aumenta o risco de cirrose e câncer hepático. O tratamento é feito com antivirais orais e pode ser necessário por anos ou décadas, a depender do perfil viral.

Transmitida principalmente por contato com sangue contaminado. Era a principal causa de transplante hepático no Brasil até recentemente. Hoje tem cura em mais de 95% dos casos com antivirais de ação direta (DAA) — tratamento oral de 8 a 12 semanas, disponível no SUS e coberto por convênios. Um dos maiores avanços da medicina recente.

Cirrose e suas causas

A cirrose é o estágio final de várias doenças hepáticas crônicas. É caracterizada por fibrose avançada (cicatriz) e desorganização da arquitetura do fígado. Progride silenciosamente por anos antes de dar sintomas.

Uma vez instalada, a cirrose pode gerar complicações que exigem acompanhamento hepatológico próximo:

  • Hepatite C (historicamente a mais comum, em declínio após os novos tratamentos)
  • Álcool — ainda é causa muito frequente
  • Esteato-hepatite (NASH) — crescendo rapidamente e deve ser a principal causa nas próximas décadas
  • Hepatite B crônica
  • Doenças autoimunes: hepatite autoimune, cirrose biliar primária
  • Doenças genéticas: hemocromatose (excesso de ferro), doença de Wilson (excesso de cobre)

Outras doenças hepáticas

Vários medicamentos e suplementos podem causar lesão hepática (DILI — drug-induced liver injury). Mesmo produtos "naturais" ou fitoterápicos não são isentos de risco. Lista parcial de agentes conhecidos: paracetamol em doses elevadas, amoxicilina-clavulanato, isoniazida, metotrexato, suplementos de chá verde em altas doses, levedura de arroz vermelho.

  • Hepatite autoimune: sistema imune ataca o próprio fígado. Tratamento com corticoides e imunossupressores.
  • Colangite biliar primária (CBP): destruição dos pequenos ductos biliares. Tratamento principal: ácido ursodesoxicólico.
  • Colangite esclerosante primária: inflamação e estreitamento das vias biliares.
  • Hemocromatose: acúmulo excessivo de ferro
  • Doença de Wilson: acúmulo excessivo de cobre
  • Deficiência de alfa-1-antitripsina

Exames utilizados em hepatologia

Essencial no acompanhamento da cirrose para rastreamento de varizes esofágicas. A endoscopia é realizada na própria Clínica Okazaki. Saiba mais sobre a endoscopia →

Quando necessária, a biópsia fornece diagnóstico definitivo. Hoje é reservada para casos em que os métodos não invasivos não esclarecem o diagnóstico.

  • Função hepática: AST, ALT, GGT, fosfatase alcalina, bilirrubinas
  • Função de síntese: albumina, tempo de protrombina (TP/INR), plaquetas
  • Sorologias virais: hepatites A, B, C, D, E
  • Marcadores autoimunes: FAN, AML, anti-LKM, anti-mitocôndria
  • Ferritina e saturação de transferrina: hemocromatose
  • Ceruloplasmina e cobre urinário: doença de Wilson

Como é a consulta em hepatologia

A consulta hepatológica inicial dura cerca de 45 minutos e segue estrutura semelhante à gastroenterológica, com ênfase específica em:

Ao final, o médico apresenta o plano de investigação, solicita exames complementares adequados e, se necessário, inicia tratamento medicamentoso. Retornos de acompanhamento são geralmente em 3 a 6 meses.

  • História medicamentosa e de suplementos (com datas de início)
  • Histórico de consumo de álcool — quantidades, frequência e duração
  • Fatores de risco para hepatites virais
  • Histórico familiar de doenças hepáticas, diabetes, hemocromatose
  • Revisão detalhada de exames hepáticos anteriores (com gráficos de tendência quando disponíveis)
  • Avaliação nutricional e de peso

Convênios e unidades

Atendemos consultas em hepatologia pelos principais convênios: Unimed, Sul América, Bradesco Saúde (unidade Derby), Select, Gama, AMEPE/CAMPE, CAPE Saúde, FACHESF, FISCO Saúde, TRT 6 e particular. Nossa recepção verifica a cobertura do seu plano antes do agendamento. Ver lista completa →

Consultas disponíveis nas duas unidades (Derby e Boa Viagem), de segunda a sexta das 7h30 às 18h e sábados das 8h às 12h. Ver endereços e mapas →

Cuidado especializado para doenças do fígado, com integração a exames complementares no mesmo local.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre hepatologia

  • Quando houver alteração persistente em exames do fígado (transaminases ou bilirrubinas elevadas), diagnóstico de hepatite B ou C, esteatose hepática importante, suspeita de cirrose, icterícia, histórico familiar ou para acompanhamento após transplante.

Responsável técnico: Dr. Ossamu Okazaki · CRM-PE 19246 · RQE 8449

Conteúdo informativo em conformidade com a Resolução CFM nº 2.336/2023. Não substitui consulta médica ou exames.

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